Como é viver em Manaus: “Casas flutuantes”

São muitas as famílias que moram em casas flutuantes no Amazonas. As vantagens principais desse tipo de construção é ser móvel e também não sofrer com os constantes períodos de seca e cheia – a medida em que a água sobe, a casa sobe também e flutua.

Comunidades vivem à beira do rio afastadas da cidade e ao seu redor estão igrejas flutuantes (para todos os gostos e cleros, não podiam faltar!), escolas flutuantes, bares flutuantes, restaurantes flutuantes, mercados flutuantes. Para se movimentarem de um lugar para o outro usam a canoa equipada com rabetinha. Ou, como é comum, usam o remo.

É uma realidade tão diferente e com tantas peculiaridades que nem conseguimos pensar em todas as dimensões do que é viver assim. Por exemplo, crianças pequenas têm que aprender a nadar o mais rápido possível. É muito grande o número de crianças que morrem afogadas porque se as mães se descuidam por minutos elas saem na varanda e caem na água. Já pensou que tristeza?

Lavar roupa, tomar banho, usar o banheiro, jogar o lixo (um pena, nesse caso falta um pouco de conscientização muitas vezes). A relação dos moradores de flutuantes com o rio é muito intensa, é completa. O rio é a vida, é a estrada, é a “terra”.

O legal de morar em um flutuante é que se um dia cansar do vizinho ou da paisagem é fácil: desprende a casa da terra e muda pra outro canto. =)

OBS: É muito importante que saibam que essas fotos não são recentes. São de fevereiro e de junho desse ano. Se formos até os rios agora tirar fotos provavelmente encontraremos as casas “estacionadas” sobre as encostas de terra, pois o rio está muito seco. Inclusive estamos prestes a viver a maior seca da história do Rio Negro, basta que baixe mais 45 cm e o recorde será alcançado. Já pensaram como é literalmente repleta de altos e baixos a vida desses pessoas?

 

8 comentários em “Como é viver em Manaus: “Casas flutuantes”

  1. Olá! gostei muito do blog!!! as materias e as fotos são muito boas. Neste das casas flutuantes mostra uma parte da realidade de Manaus, rir muito da parte em que se tem a opção de desprender a casa e mudar para outro canto se não gostar do vizinho ou da paisagem! rsrsrs…
    Parabéns pelo blog, pode deixar que sempre estarei por aqui me atualizando.
    Sou de Manaus e amo esse lugar!!
    Abraços e até a proxima… : )

  2. Paula,
    tem uma música paraense (um carimbó), que retrata essa nossa intensa
    relação amazônida com os rios;

    a musica chama “Esse rio é minha rua”, composta por Paulo Andre e Rui Barata

    ei-la:

    Esse rio é minha rua
    Minha e tua, mururé
    Piso no peito da lua
    Deito no chão da maré

    Pois é, pois é
    Eu não sou de igarapé
    Quem montou na cobra grande
    Não se espanta em puraqué

    Rio abaixo, rio acima
    Minha sina cana é
    Só de pensar na mardita
    Me alembrei de Abaeté

    • Wendell, suas contribuições fazem com que meu blog fique mais rico. Obrigada! Sua participação muito me agrada.
      O programa que uso para colocar o nome sobre as fotos é o próprio Corel Draw. Nele eu importo as imagens e sobre elas escrevo. Quando não há fundo suficiente, faço uns rabiscos e tudo pronto. =) Fácil, né?!

  3. boa noite….interesante muito interesante essas casas,,,,estou pesquisando a tempos e gostaria de migrar para manaus ainda este ano..pretendo viver em uma casa flutuante….por gentileza se alguem conseguir informaçoes sobre o assunto fico grato…jairo…sudoeste do rio grande do sul…

  4. Paula poderia informar qual a arvore/madeira utilizada para casa poder flutuar… como é construída?

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