O que fazer em Manaus: “Por dentro do barco”

Lá estão eles, um bem próximo ao outro, amontoados na margem do rio, barcos que chegam e que vão. Passageiros e cargas se misturam e criam em nós, meros expectadores, uma sensação de desordem sem fim, de caos armado. Mas não se enganem: cada um sabe seu destino e o caminho até seu próprio barco. Passagens em mãos, cobranças feitas, lanche na bolsa, cargas depositadas, redes armadas, camarotes escolhidos, é hora de partir. Partir para uma viagem sem fim de 10, 15, 20 dias. Gente! É muito tempo!

O mundo dos barcos é para mim ainda um tanto quanto desconhecido. Não fiz nenhuma viagem longa, só mesmo um passeio de final de semana (que contei aqui). E passeios, cá entre nós, não têm nada a ver com viagens de verdade. A viagem gera em nós vontade de chegar e não só de aproveitar o caminho – e olha que eu sou uma apreciadora mor dos caminhos. E o exercício de imaginação não é tão difícil: ficar tantos dias assim confinado em um ambiente sem muitos atrativos e cercado de muita gente (o excesso de passageiros e carga é uma realidade) deve ser um tanto quanto cansativo. Mas por aqui, como eu já disse, a relação com o tempo é diferente da relação que temos em tantos outros lugares. Essas pessoas viajam e resignadas entendem que o tempo que levam para irem de um lugar ao outro é esse e ponto.

“Por dentro do barco” é um especial de fotos feitas em dois barcos que estavam encostados na margem do porto do centro. Espero que através delas possam sentir um pouquinho da atmosfera presentes nos barcos do Amazonas.

2 comentários em “O que fazer em Manaus: “Por dentro do barco”

  1. Amo viajar de barco. Viajei em 2004 para Belém, foram 6 longos e difíceis dias. Ao mesmo tempo que é cansativo, por estarmos confinados em um ambiente sem opções, perdemos a privacidade (principalmente aqueles que ficam em redes expostos a tudo… ao frio principalmente), mas a natureza amazônica compensa todo desgaste! Com certeza!

  2. Amo viajar de barco. Viajei em 2004 para Belém, foram 6 longos e difíceis dias. Ao mesmo tempo que é cansativo, por estarmos confinados em um ambiente sem opções, perdemos a privacidade (principalmente aqueles que ficam em redes expostos a tudo… ao frio principalmente), mas a natureza amazônica compensa todo desgaste! Com certeza!

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