Como é viver em Manaus: “Pirueta pra cavar o ganha pão”

Se Chico Buarque viesse passear pelas ruas de Manaus numa dessas tardes ensolaradas de segunda-feira ficaria orgulhoso desse seu povo virador. Por aqui tomam as ruas o trabalho informal. São vendedores de sinal, são flanelinhas e lavadores de carro, vendedores de jornal, são tabernas e mais tabernas abertas nos muros das casas, são cafés da manhã ocupando tudo quanto é calçada, meninos que lavam os vidros, é feira de beira de esquina, é pastel de fim de rua, é picolé oferecido de sala em sala, e agora em tempos de política são também os balançadores de bandeira.

Debaixo de sol quente, escaldante, o povo dessa Manaus se vira, faz “pirueta pra cavar o ganha pão”. E como dizem quase todos “é a cidade da abundância, a terra da oportunidade”. O dinheiro circula, faz pagar a conta e garante a farinha que acompanha o peixe. Ou o tucumã que enfeita o pão.

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