O que fazer em Manaus: “Novo esquema dos botos de Novo Airão”

Um dos meus posts mais visitados nesses anos de blog é o que conto um pouco sobre a ida a Novo Airão (aqui!) e a famosa visita aos botos rosas (que de perto nem são tão rosas assim…). Mas as coisas mudaram nos últimos tempos. Primeiro porque as logísticas foram facilitadas. Ao invés de enfrentar toda aquela saga para entrar na balsa com o carro, fazer a travessia pelo rio e finalmente chegar em Iranduba – travessia que venhamos e convenhamos tinha seu charme e ganharia minha preferência se não fosse pela fila quilométrica – agora simplesmente atravessamos a ponte Manaus-Iranduba em 5 minutos e vemos o rio um pouco mais distante de nós, sob nosso veículo, sem direito a respingos das águas do Rio Negro. De Iranduba até Novo Airão são mais ou menos 180km e a estrada é agradável. Pista estreita sem buracos. Pelo caminho vemos um e outro balneário e é possível parar para se refrescar nas águas desse Amazonas se a vontade mandar. Chegando em Novo Airão adentramos no clima de interior, o mesmo clima de anos atrás: tudo bem pacato, diria desbotado e empoeirado – e desbotamento e poeira têm sua poesia. São poucas opções de restaurante, mas logo na entrada tem o Canto da Peixada, que contei pra vocês no outro post e ainda está lá (um pouco diferente do que eu lembrava, mas está lá).


Agora os botos, meus leitores, estes estão vivendo uma outra vida desde que o IcmBIO (Instituto Chico Mendes de Biodiversidade) resolveu atuar na região. E você fará uma visita bem diferente da que fiz um tempo atrás. Na época era possível entregar as comidinhas pra eles e era divertido ver os botos pegarem os pedaços de peixe na sua mão. Mas já naquele tempo estava em discussão o bem estar dos botos, que de tanta comida estavam obesos e incapazes de “pescar” por conta própria. Os bichos agora são dependentes da boa vontade humana para alimentá-los. A intervenção do IcmBIO fez do restaurante flutuante dos botos um centro de turismo mais engessado, pois agora há uma funcionária responsável por alimentar os botos (ao todo são 16) em horários marcados enquanto as pessoas se ajeitam um tanto apertadas na varanda recém montada para verem curiosas os animais em seus saltos e rabiadas na água. É possível descer uma escada e aproximar-se dos bichos enquanto a funcionária os alimenta e tocá-los sentindo a textura de sua pele. Ainda vale a visita, principalmente para a criançada.

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