O que fazer em Manaus: “Feirão da Sepror e as grandes vivências desse Amazonas”

Fomos à feira comprar itens para abastecer nossa quitanda semanal, eu e Thais, minha amiga paulista que se jogou de corpo e alma nessas águas, terras e histórias do Amazonas. Mas o que nos ocorreu foi que nossa noite de quinta se tornou uma incursão antropológica pelo Feirão da Sepror. Por volta das 19h20 reunimos nossas forças de fim de dia de trabalho, nossa sacola de compras e fomos para o Feirão. Chegamos às 20h e o movimento de carros e pessoas era surpreendentemente maior do que imaginávamos. O Feirão fica na Torquato Tapajós, dentro do parque de exposições de Manaus, uma área um tanto afastada, e é um sucesso de público. Empolgadas como crianças que encontram um novo parque de diversões na esquina, iniciamos nossa exploração.

A estrutura do Feirão se divide em duas partes principais: uma central, que é o galpão com os estantes dos produtores; e uma externa, com algumas barracas individuais. É uma feira de produtores e portanto para estar lá é preciso produzir seus próprios legumes, verduras, frutas, quitutes e afins. Os produtores vêm da área rural de Manaus e das redondezas: Iranduba, Manacapuru, Autazes, Rio Preto da Eva e outros cantos desse Amazonas. De barraca em barraca fomos caminhando atraídas pelos produtos que não conhecíamos e pelas histórias que eles guardavam. Coalho light de búfala? Leite que vira coalhada? Açaí amarelo? Abacaxi desse tamanho?

feira_sepror

Curiosas, queríamos entender o que era o queijo manteiga, queríamos saber como fazer o pé-de-moleque caboclo (esse) e quais eram seus nove ingredientes, queríamos provar de todos os tipos de queijo da banca do Jonathas de Autaz Mirim, queríamos levar 5 abacaxis por R$5,00 e a cada manhã da próxima semana poder dizer “já descasquei o abacaxi de hoje”, queríamos sentir gosto de castanha triturada na farinha, queríamos do mel com copaíba, queríamos saber de onde veio o José, a Maria e a Bárbara, queríamos comparar os gostos do açaí clássico que conhecemos do sudeste com o açaí amarelo recém apresentado pelo senhor de Rio Preto da Eva, queríamos o rambutã, o maxixe, o melão minúsculo que nunca vimos igual, queríamos comer o cacau ali mesmo, de preferência bem em frente ao moço que tentava nos explicar como era possível transformar aqueles caroços pouco suculentos em chocolate. Sobretudo queríamos imergir nossas almas naquelas vivências, queríamos capturar um pouco da essência desse amazonense que sorri quando perguntamos sobre suas vidas e que nos acolhe com seus produtos, suas vidas, seu jeito simples.

Saímos com as sacolas cheias, voltamos pra casa com mais itens que conseguimos consumir em uma semana e com a mente mais abastecida de aprendizados que pudemos imaginar.

7 comentários em “O que fazer em Manaus: “Feirão da Sepror e as grandes vivências desse Amazonas”

  1. Moro em Manaus a mais de 20 anos e sinceramente nunca fui no feirão da Sepror…..baseado no seu texto….no próximo feirão eu irei.

    • Além de delicioso, o preço é ótimo! Se a mussarela comum é vendida pelos supermercados por R$22 a R$29 reais o quilo, a mussarela de búfala na feira custa R$15 a R$17 o quilo. Super vale!

  2. Olá Paula, acabei de mudar para Manaus, direto de Sampa e também acabei de achar seu blog!! Uma grande ajuda bem humorada, um verdadeiro cruzeiro do sul, apontando para onde navegar por essas águas daqui! Obrigada e continue postando!

    • Juliana, seja muito bem-vinda a Manaus, abra-se para a cidade e a cidade vai se abrir para você. É o grande segredo dessa Manaus cidade do sol. Conte comigo para o que precisar. Abraços, Paula.

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