A imperdível Ponte Rio Negro

A ponte levou quatro anos para ser construída, uma obra grandiosa iniciada em 2007 e concluída em 2011. A obra inicialmente orçada em alguns milhões ultrapassou em muito esse valor e chegou a 1,099 bilhão de reais. O governo do estado bancou o gasto e acredita que a ponte será ainda, em algum momento, uma interligação do território do Amazonas com o restante do país.

Ponte por Leonardo Blasch

Do outro lado da ponte estão os municípios de Iranduba, Manacapuru e Novo Airão. Em cada uma dessas cidades há diversas comunidades e para todos, tanto da sede como para o interior dos municípios, a presença da ponte trouxe muitas mudanças. Se antes era preciso usar a balsa e passar por uma travessia que durava pelo menos 45 minutos, agora em apenas 3 minutos você já está do outro lado do rio. Essa nova relação com o tempo e o espaço trouxe algumas mudanças de imediato para as regiões conectadas, como uma maior movimentação turística e uma acirrada venda de lotes. A especulação imobiliária foi tão forte que os valores dos terrenos aumentaram consideravelmente antes mesmo que a ponte estivesse pronta. Agora estão em construção condomínios fechados e até mesmo uma cidade universitária da Universidade do Estado do Amazonas.

Ainda não é possível saber o quanto os avanços vão favorecer (ou não) as regiões que antes se sentiam “desconectadas” de Manaus. A grande expectativa é que os municípios possam movimentar mais renda principalmente por causa do turismo.

No post “Para ver Iranduba se desenvolver” (25/09/2013), do blog manauspramim.com.br o que mais se discute é o fato de que o crescimento econômico não necessariamente vai significar o desenvolvimento social, cultural, econômico e político dessas cidades. O desenvolvimento tem a ver com investimentos inteligentes na estrutura municipal e não simplesmente na geração de renda. A grande esperança é que as populações dessas cidades tenham mais oportunidades e também mais liberdade, mais qualidade de vida.

Enquanto o futuro é construído a muitas mãos, vamos usando nossos pés para percorrer a pontes em tiros de corrida que nos fazem suar e agradecer a natureza ao nosso redor.

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